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1. Histórico
2. Meridianos Ryodoraku
3. Ponto Reativo Eletro Permeável (PREP)
4. Curva de Gauss
5. Pontos Eletro Permeáveis (PEP)
6. Método de Diagnóstico
7. Pontos Representativos nas Mãos
8. Pontos Representativos nos pés
9. Medição Energética
10. Seqüência de leitura
11. Análise do Gráfico Ryodoraku
12. Gráfico Ryodoraku Plotado
13. Quadro das Síndromes Ryodoraku
14. Equilíbrio Energético Geral do Ryodoraku
15. Terapia Reguladora Localizada
16. Aparelhos para o método RYODORAKU

1. Histórico

A acupuntura chinesa foi levada para a Coréia e para o Japão há muitos séculos. Historiadores japoneses contam que isto ocorreu no ano 265 da nossa era.

Em 984, o médico japonês Tamba Yasuyori publicou o ISHINPO, um dos mais antigos livros de medicina do Japão, no qual descreve a prática da acupuntura. Porém, a eletroacupuntura propriamente dita somente teve seu início como científica no meado do século passado, com os estudos do Dr. Yoshio Nakatani, M.D., P.h.D, da Universidade de Kyoto, no Japão.

O Dr Nakatani empreendeu esforços para estudar e avaliar a acupuntura do ponto de vista do Sistema Nervoso Autônomo, obtendo como resultado, após 20 anos de investigações, uma aproximação objetiva e científica da acupuntura conhecida hoje como Sistema Ryodoraku.

Em 1950, o Dr. Nakatani efetuou medições da resistência elétrica da pele - com um aparelho de 12 Volts de corrente contínua - no abdômen, peito e no corpo em geral de pacientes com edema generalizado por nefritis. Ele descobriu toda uma série de pontos, com uma eletrocondutividade mais alta que os das áreas circundantes e que se distribuíam por todo o lado médio do peito, atravessavam o abdômen e a parte interna da extremidade inferior, até chegar à planta do pé de forma simétrica dos lados direito e esquerdo do corpo.

Então, ele checou este fenômeno com muito cuidado em outros casos de infecções renais e observou um padrão de similaridade. Entretanto, este padrão não era observado em pessoa sã, somente em pessoa com problemas renais.

Isto marcou o começo do Ryodoraku. Estes pontos foram denominados de Ryodoten - pontos de boa eletropermeabilidade - e a linha de conexão dos Ryodotens foi chamada pelo Prof. Sasagawa - instrutor do Dr. Nakatani e professor de fisiologia da Universidade de Kyoto - de “Ryodoraku”, o que significa linha de boa eletrocondutividade.

Depois disto, ele checou várias enfermidades de diferentes vísceras de igual maneira, e reconheceu que uma correspondência Ryodoraku existia para o clássico meridiano do pulmão quando apareciam problemas pulmonares, uma correspondência Ryodoraku existia para o clássico meridiano do estômago quando aparecia uma enfermidade estomacal. Assim, o fenômeno Ryodoraku pôde ser reconhecido em todos os meridianos clássicos quando eles apresentavam enfermidades ou estavam alterados.

2. Meridianos Ryodoraku

Nakatani nomeou os pontos dos meridianos por um método muito fácil, ou seja:

· Os meridianos (Ryodoraku) das mãos são representados pela letra “H”.
· Os meridianos (Ryodoraku) dos pés são representados pela letra “F”.
· Todos os meridianos, tanto “H” como “F”, são numerados progressivamente.

Para compararmos com os meridianos clássicos, por exemplo, o meridiano “P” (pulmão) é chamado de Ryodoraku “H1”. O meridiano “E” (estômago) é denominado de Ryodoraku “F6”. O meridiano “C” (coração) é representado por “H3”, o “TR” (tripo-aquecedor) por “H5”, etc.

3. Ponto Reativo Eletro Permeável (PREP)

Ryodoraku é um fenômeno patológico. Nakatani estabeleceu que este fenômeno pode ser explicado pelo reflexo nervoso simpático que existe entre vísceras e pele.

Os impulsos provenientes dos órgãos e vísceras chegam à medula espinhal. De lá, são refletidos sobre a superfície da pele através do sistema nervoso simpático, o qual aparece como um sistema conectivo longitudinal, como se fosse uma linha de um meridiano.

Por esta razão, uma zona enervada pelo sistema simpático incrementa a resistência e a reatividade do ponto em sua eletropermeabilidade, no caso de enfermidade. Um estímulo no sistema nervoso simpático também incrementa a eletrocondutividade geral do corpo, assim como um bloqueio no estimulo nervoso simpático decresce a eletrocondutividade. Estes pontos que demonstram um fenômeno patológico foram denominados de Pontos Reativos Eletro Permeáveis ou “PREP”.

De acordo com a teoria Ryodoraku, um estado ideal de saúde é obtido quando todos os canais Ryodoraku estão em um estado energético equilibrado e, no caso de desequilíbrio em algum dos canais, o problema pode ser detectado graças às medições elétricas de certos pontos da pele e, por meio de eletroestímulos de pontos terapêuticos, se regula esta anormalidade.

Por isto, podemos dizer que o Ryodoraku leva em conta os distúrbios do sistema nervoso autônomo para poder tratar adequadamente um problema ou enfermidade.

4. Curva de Gauss

O sistema Ryodoraku tem embasamento científico alicerçado em 25 anos de pesquisas que envolveram uma causuística de 300 mil pacientes estudados e tratados. O estabelecimento da sua teoria estrutural se baseia na medição do fluxo da corrente elétrica em pontos representativos de cada Ryodoraku (meridiano). Esta medição possibilita a detecção das anomalias, cujos valores encontrados são passados para um gráfico logarítmico sobre o qual se elabora uma Curva de Gauss. A média e o desvio padrão do gráfico irá determinar os pontos acupunturais a serem utilizados no equilíbrio de Ryodoraku do paciente, antes do tratamento sintomático.

Utilizando o Sistema Ryodoraku, o médico poderá definir clara e seguramente os sintomas apresentados pelo paciente, sem prévio interrogatório (anamnese).

A partir do momento em que estão definidos os sintomas - adequadamente sistematizados e qualificados em quadro sinóptico - o médico poderá estimular os pontos referentes ao Ryodoraku afetado e, através deles, obter resultados favoráveis para o paciente, incluindo curas radicais.

No método Ryodoraku, uma anormalidade em algum canal se reflete por altos e baixos níveis da eletrocondutividade, quando comparados com outros pontos. Quando uma medição Ryodoraku é extremamente mais alta do que outra, dizemos que o Ryodoraku está excitado. Se, ao contrário, estiver extremamente mais baixa do que a outra, dizemos que esta sedada.

Quando se mede a resistência elétrica da pele, deve-se levar em consideração as glândulas sudoríferas, os folículos pilosos e a capa córnea da pele.

A zona mais relacionada com o efeito Ryodoraku é a capa córnea da pele, segundo o Dr. Nakatani. Acredita-se que um aumento de excitação dos nervos simpáticos das células da capa córnea ocasiona uma despolarização e, como conseqüência, a condutividade da zona correspondente aumenta.

Dado que a condutividade da pele aumenta com a presença de suor, para se efetuar as medições da resistência elétrica sem a interferência dele é necessário que se realize estas medições utilizando-se um eletrodo umedecido.

5. Pontos Eletro Permeáveis (PEP)

O Dr. Nakatani descobriu que os pontos eletro permeáveis (PEP) apresentam-se em toda a superfície do corpo e são detectáveis por aparelhos de localização de pontos ou por neurometers. Via-de-regra, representam os mesmos pontos da acupuntura chinesa, situando-se sobre o trajeto dos Ryodoraku.

Descobriu também, que na existência de processos mórbidos, outros pontos do sistema nervoso autônomo na superfície corporal se tornam hiperexcitados. Estes pontos foram denominados PREP (pontos reativos eletro permeáveis).

A detecção destes pontos é feita com eletrodo úmido, com tensão de 12Volts.

A descoberta destes pontos reativos eletro permeáveis fundamenta a teoria do reflexo víscero-cutâneo, que foi estabelecida pelo Dr Yoshio Nakatani para embasar o Sistema Ryodoraku.

Quando estes pontos são adequadamente estimulados, a permeabilidade deles é reduzida em quase todos os casos e as queixas do paciente melhoram ou desaparecem completamente.

Neste caso, a excitação cutânea do Sistema Nervoso Autônomo decorrente de patologia de órgão ou víscera e que se projetou na pele, é ajustada pela estimulação que se presume percorrer a mesma via em sentido inverso, indo agir em profundidade e fazendo desaparecer a sintomatologia.

Os pontos reativos eletro permeáveis são considerados específicos de tratamento e são utilizados na técnica terapêutica denominada Terapia Reguladora Localizada que deve ser utilizada sempre, independentemente ou juntamente com a utilização de pontos Ryodoraku, como na acupuntura clássica.

6. Método de Diagnóstico

O diagnóstico realizado pelo sistema Ryodoraku desenvolvido pelo Dr. Nakatani é feito medindo-se a eletrocondutividade dos diferentes pontos representativos, sendo doze do lado direito e doze do lado esquerdo. Destes pontos, seis são nas mãos e seis nos pés.

É utilizado nas medições um aparelho eletrônico denominado Neurometer ou Energy Meter, de corrente contínua com tensão de 12 Volts, calibrado com uma corrente de 200 microamperes.

A calibragem do aparelho é feita da seguinte forma:

· Conecta-se o punho-terra no conector preto do aparelho.
· Conecta-se a sonda tipo martelo no conector vermelho do aparelho.
· Liga-se o aparelho.
· Coloca-se um algodão embebido com solução salina na ponta plástica da sonda tipo martelo.
· Provoca-se um curto-circuito entre a ponta plástica contendo o algodão e o punho-terra.
· Ajusta-se o botão de sensibilidade para obter uma leitura de 200 microamperes, com tensão de 12 Volts, conforme mostrado na figura.

7. Pontos Representativos nas Mãos

Os pontos de medições representativos nas mãos são:

8. Pontos Representativos nos pés

Os pontos de medição representativos nos pés são:

A mensuração da quantidade ou volume energético dos Ryodorakus é procedida nos denominados Pontos Fonte (Source Points) e que, em sua maioria, coincidem com os pontos da acupuntura chinesa.

Pontos das Mãos Pontos dos Pés
Ponto H1 = 9P Ponto F1 = 3BP
Ponto H2 = 7CS Ponto F2 = 3F
Ponto H3 = 7C Ponto F3 = 4R
Ponto H4 = 5 ID Ponto F4 = 65B
Ponto H5 = 4TR Ponto F5 = 40VB
Ponto H6 = 5 IG Ponto F6 = 42E

São em número de doze nas mãos e doze nos pés, considerando-se a bilateralidade, ou seja, correspondendo a seis Ryodoraku dos membros superiores e seis dos membros inferiores.

9. Medição Energética

O volume energético é medido com o eletrodo tipo ”martelo”, com algodão embebido em solução salina (soro fisiológico) ou álcool isopropílico. O eletrodo é aplicado diretamente sobre os pontos fonte enquanto o paciente empunha firmemente o eletrodo tipo haste (terra).

É muito importante observar para que o tempo de leitura não ultrapasse três segundos, para não influenciar nos dados coletados.

O médico deve procurar empregar a mesma pressão em todos os pontos, verificando a deflexão da agulha do microamperímetro ou variação numérica em aparelhos com display luminoso, marcando o valor lido na escala do gráfico logarítmico Ryodoraku.

Para cada meridiano, o gráfico Ryodoraku possui duas escalas iguais. Uma é para que sejam plotados os valores das medições do lado esquerdo e a outra é para que sejam plotados os valores lidos no lado direito.

Deve-se iniciar as tomadas das leituras pelo lado direito da mão direita. Em seguida a esquerda, depois o pé direito e a seguir o esquerdo, sempre começando pelo ponto do lado direito.

Também é necessário segurar com seus dedos polegar e indicador, a mão direita do paciente com a palma para cima, conforme mostrado na figura abaixo:

10. Seqüência de leitura

· Inicie as medições pelo ponto 9P da mão direita. Em seguida, meça o ponto 9P da mão esquerda. Continue alternando entre as mãos direita e esquerda até medir o último ponto 7 C.

· Em seguida, com a palma da mão do paciente para baixo, continue o processo de medições dos pontos 5ID, 4TR, e 5IG, sempre alternado entre mãos direita e esquerda. Ao medir o ponto 4TR, deve-se observar que o alinhamento dele não é no centro do punho e sim levemente deslocado, formando uma linha imaginária com o dedo anular, como mostrado na figura.

· Repita o processo de medições nos pontos dos pés, iniciando pelo ponto 3BP do pé direito e terminando com o ponto 42 E do pé esquerdo.

OBS: É importante que as medições não sejam realizadas imediatamente após exercícios físicos, ou após refeições. O Paciente deve estar relaxado por pelo menos dez minutos antes das medições.

De acordo com as investigações realizadas pelo Dr. Nakatani, os valores da eletrocondutividade dos pontos Ryodoraku sofrem variações com as estações do ano, com a idade e o sexo do paciente e em cada série de medições. Por isto, o Dr. Nakatani projetou o gráfico Ryodoraku com diversas escalas logarítmicas diferentes, para poder registrar cada leitura em condição saudável ao mesmo nível horizontal, assim como, determinou que a faixa de 14mm é estatisticamente o resultado dos pontos de equilíbrio energético.

11. Análise do Gráfico Ryodoraku

Com os valores anotados no gráfico Ryodoraku, determina-se um ponto médio entre todos eles traçando em seguir, neste ponto médio, uma linha paralela ao gráfico.

A seguir, com uma régua, trace mais duas retas paralelas - uma acima e outra abaixo da anterior - com uma distância de 14 mm entre elas. Esta faixa compreendida entre as duas retas (14 mm), é a faixa da normalidade energética do gráfico.

Quando todos os pontos caem dentro da faixa compreendida entre as duas retas, quer dizer que a função nervosa autônoma de todo o corpo está bem balanceada e, portanto, a pessoa encontra-se com saúde perfeita.

Utilizando estes dados, o médico poderá saber a sintomatologia do paciente antes de uma anamnese. Com eles e com a memorização da chamada “Síndrome Ryodoraku”, o médico poderá deduzir, com alguma experiência, quais Ryodoraku têm alguma anormalidade.

Caso o gráfico não esteja equilibrado, passa-se à análise das condições energética do paciente:

· Os valores marcados acima da faixa indicarão uma plenitude energética do Ryodoraku, devendo ser sedados.
· Os valores marcados abaixo corresponderão ao vazio energético, devendo ser tonificados.

É preciso esclarecer que, no Sistema Ryodoraku, pode ocorrer desequilíbrio unilateral ou bilateral, quer em plenitude, quer em vazio, devendo-se agir especificamente em cada caso.

12. Gráfico Ryodoraku Plotado

Os pontos terapêuticos estão mostrados na parte de baixo do gráfico, devendo-se sedar ou tonificar, de acordo com os pontos que se apresentam acima ou abaixo das retas indicadoras de equilíbrio. Casos em que somente um ponto aparece fora das linhas, apenas o ponto do lado em desequilíbrio deve ser sedado ou tonificado.

O Dr. Nakatani observou também que algumas enfermidades modificam os valores dos pontos representativos, aumentando ou diminuindo as suas eletrocondutividades sendo, porém, de fácil identificação.

13. Quadro das Síndromes Ryodoraku

Foi estabelecido que, de acordo com a condutividade dos pontos, os sintomas característicos apresentam-se conforme tabela abaixo:

Ponto Alta condutividade Baixa condutividade
9P (H1) Dores nos músculos dos ombros
Dores na espádua
Sangue que sobe a cabeça
Asma
Hemorróidas
Frio nas extremidades Inferiores
Dores de cabeça
Desordem respiratória
Confusão
7CS (H2) Rigidez nos Ombros
Desordem cardíaca
Constipação
Palpitações
Dores de cabeça
Sensação de calor na palma
7C (H3)
Sensação de Estômago inchado
Constipação
Dores nos ombros
Febre
Palidez
Náuseas
Diarréia
Palpitações
5ID (H4)
Debilidade das extremidades
Dores de cabeça
Dores nos ombros
Reumatismo

Dores de cabeça
Problemas no baixo abdômen
4TR (H5)
Desordens Urinárias
Dores articulares
Dor de cabeça
Dificuldade para ouvir
Problemas respiratórios
Náuseas
Febre moderada
Hiper-pigmentação
5 IG (H6)
Ombro Rígido
Dor de dentes
Nariz

Ombro Rígido
Diarréia
Asma
Ansiedade

3BP (F1)
Debilidade do Estômago
Problemas Articulares
Cabeça (emoção)
Má digestão
Debilidade do Estômago
Problemas da Pele
Constipação
Má digestão
3F (F2)
Lombalgia
Problemas Menstruais
Confusão
Insônia
Impotência
Depressão
Sensação de Frio nas extremidades
Neuralgia Intercostal
4R (F3)

Náuseas
Indisposição
Desordem nos órgãos sexuais
Irritabilidade

Debilidade
Frio nas Extremidades
Inferiores
Impotência
Baixa Acuidade mental
65B (F4)
Rigidez do Pescoço
Problema na extremidade inferior
Neurite ciática
Problema na espádua
Dor de cabeça

Rigidez da nuca
Peso na extremidade inferior
Problema na espádua
Ciático

45VB (F5)
Sabor Amargo
Desordem na Garganta
Dor de cabeça
Problemas visuais
Cansaço nos pés
Pressão Anormal
42E (F6) Rigidez da Nuca
Problemas nas articulações
Febre
Rigidez do ombro
Constipação
Inchaço do rosto
Aumento do Estômago

14. Equilíbrio Energético Geral do Ryodoraku

Depois da verificação e do estabelecimento do volume energético no gráfico Ryodoraku, os estados de plenitude e de vazio (bem como os de normalidade) elegem-se, respectivamente, os pontos de sedação e de tonificação sobre os quais deveremos agir e que são os mesmos da acupuntura clássica.

Pontos de Tonificação:
· 9P, 9CS, 9C, 3 ID, 3TA, 11 IG (tonificação dos membros superiores).
· 2BP, 8F, 7R, 67B, 43VB,41E (tonificação dos membros inferiores).

Pontos de Sedação:
· 5 P, 7CS, 7C, 8 ID,10TA, 2 IG (sedação dos membros superiores).
· 5BP, 2 F, 1R(ou 2R), 65B, 38VB,45E (sedação dos membros inferiores).

Aplicam-se agulhas de aço inoxidável seguindo as técnicas habituais da acupuntura, deixando-as “in situ” durante cerca de 10 a 15 minutos.

Deve-se realizar um estímulo elétrico das agulhas. Para isto, dependendo do tipo de aparelho que se esteja utilizando (neurometer analógico, energy meter digital, etc), deve-se proceder aos ajustes recomendados pelos fabricantes. Solicita-se que o paciente segure firmemente o punho-terra, enquanto o médico empunha o eletrodo ativo - tipo martelo - encostando-o nas agulhas, uma por uma, apertando-as com o polegar junto ao eletrodo. O contato deve perdurar por sete (7) segundos, sendo permitido que se estenda para dez (10) segundos em cada agulha. É desaconselhável estimular as agulhas colocadas nas pontas dos dedos, quando o paciente for hipersensível ou reclamar de dor.

15. Terapia Reguladora Localizada

É comum que sejam encontrados os pontos reativos eletro permeáveis (PREP) em áreas das quais os pacientes se queixam.

Para localizar estas áreas e os respectivos pontos, deveremos utilizar o eletrodo tipo martelo preferencialmente do lado úmido.

Ao se passar o eletrodo sobre um ponto PREP, o microamperímetro irá marcar um valor muito mais alto do que o que vinha mostrando anteriormente. Neste momento, é comum o paciente sentir uma pequena fisgada ou sensação de choque, pois devido ao ponto estar em desequilíbrio, encontra-se muito sensível.

A diferença de fluxo elétrico entre um ponto PREP e as áreas circunvizinhas é pequena, variando em torno de 20 a 50 microamperes.

Para facilitar a localização do ponto, deve-se manter o eletrodo úmido sobre a pele da paciente e ajustar a corrente elétrica do aparelho até ele registrar 150 microampéres, em 12 Volts.

No momento que o eletrodo tocar um PREP, uma corrente de aproximadamente 200 microampéres começará a fluir, indicando a sua localização. Isto requer considerável prática e sutileza.

O eletrodo deve ser passado sobre a área conforme um dos três modos mostrados no desenho abaixo.

É importante observar que a corrente elétrica que circula em um ponto PREP na cabeça é diferente da que circula em um ponto PREP nas extremidades inferiores. Um ponto na cabeça pode atingir de 150 a 200 microamperes, enquanto um ponto nas pernas ou nos pés pode atingir entre 60 e 80 microamperes. Após a localização dos pontos, procede-se a introdução das agulhas efetuando-se um estímulo, conforme descrito anteriormente.

Alguns aparelhos possuem, em vez de estímulos de baixa voltagem, estímulos tipo TENS, podendo-se efetuar os estímulos diretamente sobre os pontos sem a necessidade de introdução de agulhas. Esta técnica é especialmente efetiva para tratar músculos tensos e zonas doloridas à pressão,pois com ela os músculos tensos se relaxam gradualmente.

16. Aparelhos para o método RYODORAKU

EM200

Características

Microamperímetro digital
Estímulo Farádico tipo TENS
Funciona à luz

EM200 - PRO

Características

Microprocessado
Saída RS232 ou USB
Estimulo Farádico tipo TENS
Funciona à luz
Utiliza Software EM200 - PRO


Martelo utilizado para diasgnóstico e estimulação.
Cano condutor que fica na mão do paciente para fechar o circuito